terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

Tenho o sabor ao antigo dentro de mim – as lunetas de sol redondas e os lábios encarnados. As saias de pregas indistintas e as camisas brancas de botões frágeis - de cores soalheiras! Os prazos rasgados: Hotéis de segredos esquivados e de fechaduras enclausuradas! As matrículas dos antigos feat’s e as boinas de fidalgos senhores. Os festivais: O Rock; grande opera que me entra nas veias entre copos de álcool e drogas possuidoras de bandidas noites frescas e insólitas. Esquecidas as virgulas e usados pontos finais – meu grande vicio.
Na foto: Janis Joplin

quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

Os ventos estão trancados – Será um filme? Onde tudo acaba com um final feliz? Um grande telegrama dos anos 60 – isso eu garanto!

sábado, 12 de Dezembro de 2009

Hoje são bem-vindos os meus 18 anos!

sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

No silêncio: A minha face está cansada. É uma verídica marginalidade – confesso. O afecto está em fuga - é um vício que protesto. O silêncio sente-se nas veias de ontem – que furor! Sinónimos do ‘’ele’’ chamado virtual e psicológico banido. Riscado e rasurado, deixa de fazer algum sentido – agora é uma síntese de humor negro comum. Tão comum que o ouvimos de manhã e à noite na ultima mensagem de boa noite. Meu Anjo selvagem que me recuperas de um fraco e ingénuo sentimento mal tratado e mal usado numa outrora. O piano e o violino acalmam o silêncio e tropeçam em intervalos de analfabetos corpos rasgados. Desapareceu dentro de mim – o ‘’ele’’ amor fragmentado – falecimento num dia qualquer em Califórnia.

sábado, 5 de Dezembro de 2009

Encorajo-me e faço uma entrevista a mim mesma. São palmos de respostas enclausuradas. Uso e abuso daqueles saltos altos e daquela maquilhagem. Já perdi o ponto de partida onde te exibia a única beleza interior. Está tudo muito baço e já não consigo distinguir-te. Olhos imaturos e um cabelo melindre - desmanchado.

segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

Ao som de Janis Joplin: Desde o caminho fiel concilio de quintas-feiras reais de pura imaginação e dedicação – o verdadeiro retrato familiar. Abstractamente definido por recados de coragem e de crueldade feminina – dizias tu. Raros traços de rosto partido – juram desta forma tão dura! Imagino pela última vez, mas nem realizo descrição daquele dom. Não deixara corpo são para pinturas de sonhos rezados naquela frincha de janela. E permanecerão, os fumos esbeltos milagrosos de prazeres antigos – uma quase memória minha que não passa de um remato ser ridículo – misericordioso (talvez) - um tempo bonito.

sábado, 28 de Novembro de 2009

Na rua. Rasgados papeis transcritos das revistas da gente bonita. Invades o interior e desnudas a alma. De segunda-feira a Domingo com mais uma telenovela e uma mini de grade.

sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Já não existe, sublinho. Trinca, dá um beijo, arrepia, transforma tempos passados no belo espelho limpo do presente. Não transponhas o limite. Dá espaço ao sinónimo respirar – e não venhas com revoltas transpiradas de suores meus antigos – antigos de dias escuros e de noites sem lua. Meias de Lycra justas, outra vez os saltos altos, e como sempre os lábios robustos. Por excelência torna-se num anjo sem asas – existente em mim. E não te tentes esquivar .
Pensa como eu: Eu vou ser fotografa. De certeza!

terça-feira, 24 de Novembro de 2009

Pinto-me e olho-me ao espelho – que fiel, não me mente. Escrevo nos meus olhos com um contorno de prínceps – lápis preto. Os lábios de vermelho são como cheiros do Oriente de feitiçarias indignes – batons soberbos. Esboço e escolho o pouco mais que nada. Já nada aconchega o inabitual.